Se você deseja otimizar o sistema de transmissão de potência, o cálculo de polias pode ser a solução que você procura. Afinal, essa fórmula permite que o componente opere de maneira adequada, promovendo eficiência, segurança e durabilidade.
Por isso, neste conteúdo, vamos explicar tudo que você precisa saber sobre o assunto. Desde a importância desse cálculo até como realizá-lo com exemplos práticos.
Então, continue a leitura para solucionar suas dúvidas e entender como aplicar essa ferramenta!
Vamos lá?
O que é e para que serve o cálculo de polias?
O cálculo de polias é responsável por projetar e dimensionar os sistemas de transmissão de potência, visando a eficiência, segurança e duração dos movimentos e componentes.
Ou seja, é fundamental para assegurar a velocidade ideal de operação do sistema, reduzindo falhas e melhorando seu desempenho geral.
Sendo assim, um motor de 700 rotações por minuto (RPM) será capaz de movimentar um equipamento industrial que necessita apenas de 70rpm, sem gerar qualquer tipo de problema.
Isso é possível graças ao cálculo de polias, que permite determinar o diâmetro ideal para atender às necessidades do sistema. Colaborando, assim, com a escolha adequada do material desse componente para um bom funcionamento energeticamente.
Cabe destacar aqui que polias de mesmo tamanho distribuem a mesma velocidade (fornecida pelo motor) entre os dois eixos. Já as de tamanhos distintos, transferem uma frequência diferente.
Por exemplo, quando a polia motora (a que fornece movimento) é maior que a polia movida (a que recebe movimento), a velocidade transferida para a máquina será maior.
Em contrapartida, quando a motora é menor que a movida, a velocidade passa a ser transmitida em menor frequência.
Portanto, esse cálculo é essencial para otimizar a configuração das polias em cada eixo, assegurando uma transmissão eficiente de energia. O que, consequentemente, contribui para a redução de perdas de energia e de desgaste dos componentes.
Logo, é indispensável para uma maior confiabilidade e durabilidade do equipamento.
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Relação desse cálculo com as ações de manutenção
Com base nessa explicação, fica claro que o cálculo de polias é uma ferramenta essencial para as práticas de manutenção industrial! Afinal, ajuda o técnico a avaliar o diâmetro e material adequados para as polias daquele sistema.
Sendo assim, em casos de troca desse ou demais componentes, como engrenagens, por exemplo, com o cálculo ele consegue selecionar as melhores peças para substituição.
Importante dizer que problemas de dimensionamento dificultam o funcionamento do sistema conforme os parâmetros ideais, gerando:
- Desgastes excessivos;
- Falhas prematuras;
- Danos aos componentes;
- Paralisação da máquina;
- Atrasos na produção;
- Aumento dos custos operacionais e de manutenção;
- Acidentes e insegurança.
Por outro lado, a escolha adequada de polias evita problemas de deslizamentos da correia, vibrações excessivas e aumento do consumo de energia.
Portanto, o cálculo não só colabora com a eficiência das ações de manutenção, como também reduz a necessidade frequente delas. Tendo em vista que o sistema será mais resistente, aumentando sua longevidade.
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Como calcular RPM de polias?
A RPM fórmula de polias é bem simples: N1 / N2 = D2 / D1.
Para calcular o RPM tenha em mente que cada letra refere-se à:
- N1: RPM da polia motora;
- N2: RPM da polia movida;
- D1: Diâmetro da polia motora;
- D2: Diâmetro da polia movida.
Então, vamos supor que, em um sistema de transmissão de potência, a polia motora tem um diâmetro de 200mm (D1) e a polia movida tem um diâmetro de 100 mm (D2).
Aqui, a velocidade da polia motora é de 1500 rpm (N1). Mas, por algum motivo, não se sabe a velocidade correta da polia movida (N2).
Contudo, já é possível perceber que, pelo diâmetro, são polias de tamanhos diferentes, sendo, a motora maior que a movida. Nesse caso, o esperado é que a velocidade da N2 seja maior.
Para ter certeza disso basta fazer: 1500 / N2 = 100 /200, que vai dar:
- 1500 / N2 = 1 / 2;
- N2 = 1500 x 2;
- N2 = 3000 rpm.
Sendo assim, é possível perceber que o N2 girará duas vezes mais rápido que a N1, por ser a maior.
O mesmo pode ser feito para descobrir o diâmetro das polias que faltam. Vamos manter os mesmo números para facilitar a exemplificação, apenas escondendo a informação do D1.
Ou seja, o N1 é 1500rpm, o N2 é 3000rpm e o D2 é 100mm. Nesse caso, é preciso fazer:
- 1500 / 3000 = 100 / D1;
- 300.000 = 1500 D1;
- 300.000 / 1500 = D1
- 3000 /15 = D1;
- D1 = 200mm.
Pronto! Esse resultado demonstra que a polia motora deve ter um diâmetro 2 vezes maior que a polia movida para obter o dobro da velocidade necessária, chegando a 3000 rpm.
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Continue se aprofundando no assunto!
Em um mercado cada vez mais competitivo para a indústria, no qual há 3,8 milhões de unidades industriais ativas, entender apenas o cálculo de polias não é o suficiente.
É preciso, também, conhecer os principais componentes dos sistemas de transmissão, bem como suas funcionalidades. Somente assim você será capaz de entender as características que tornam aquela peça a melhor do mercado.
Por consequência, poderá escolher a polia ideal para garantir a eficácia e o desempenho do sistema de potência e de toda a sua indústria.
Pensando nisso, também desenvolvemos o conteúdo “Elementos de transmissão: conheça o que são e as aplicações!”. Clique nele para continuar se aprofundando no assunto e entender como promover a qualidade das suas ações de manutenção!
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