MTTR e MTBF: como calcular os indicadores de manutenção na indústria

por | 25 dez, 2025 | Ferramentas de Manutenção, Rolamentos | 0 Comentários

Segundo uma pesquisa da Plant Engineering, 41% das indústrias destinam mais de 10% do orçamento anual à manutenção. 

Esse volume de investimento reforça a importância de acompanhar indicadores que tragam clareza sobre eficiência, confiabilidade e disponibilidade. E é justamente aí que MTTR e MTBF ganham destaque.

Ambos mostram o comportamento real dos equipamentos industriais ao longo do tempo. E entender como funcionam é essencial para qualquer estratégia de manutenção que busca reduzir custos, aumentar a previsibilidade e elevar o desempenho da planta.

Por isso, neste blog, entenda o papel de cada métrica e descobrir como aplicá-las na prática para melhorar seus resultados.

Vamos lá?

O que é o MTTR (Mean Time to Repair)?

O MTTR é a sigla para Mean Time to Repair. Ou seja, esse é o indicador que aponta o tempo médio necessário para realizar o reparo em um equipamento, considerando desde a identificação da falha, até o retorno total da operação.

Sendo assim, é a métrica de manutenção que aponta o quanto a sua operação é eficiente em responder e resolver falhas. 

Em outras palavras, ele impacta:

  • Produtividade: quanto menor for o tempo de reparo, menor o impacto das paradas não programadas na produção;
  • Disponibilidade: o MTTR compõe o cálculo de disponibilidade operacional, sendo decisivo para manter linhas e equipamentos ativos o maior tempo possível;
  • Segurança: reparos mais ágeis costumam ocorrer em ambientes estruturados, com procedimentos claros e menor improviso, reduzindo riscos de acidentes e retrabalhos.

Leia também: Por que falhas em rolamentos ocorrem prematuramente?

Como calcular Mean Time to Repair?

Para calcular o MTTR, primeiro, reúna essas informações:

  • Tempo total de reparo: soma de todas as horas (ou minutos) dedicadas à correção das falhas no período analisado. Inclui diagnóstico, troca de peças, testes e retorno à operação.
  • Número de falhas: quantas vezes o equipamento apresentou falha no mesmo período.

Agora, para interpretar o resultado, saiba que MTTR alto aponta para a demora dos reparos. Já o MTTR baixo mostra maior eficiência da manutenção.

Nos cenários mais críticos, o MTTR elevado compromete a disponibilidade e aumenta custos operacionais.

O que é o MTBF (Mean Time Between Failures)?

Já o MTBF, sigla para Mean Time Between Failures, aborda o tempo médio entre falhas sucessivas do equipamento.

Logo, costuma:

  • Quantificar a robustez dos equipamentos, permitindo comparar ativos e identificar pontos frágeis.
  • Aumentar a disponibilidade, já que falhas menos frequentes significam mais horas produtivas.
  • Contribuir para a redução de custos, evitando paradas emergenciais, retrabalhos e desperdícios.
  • Fortalecer a confiabilidade operacional, apoiando abordagens como a manutenção TPM.

Não à toa, é um indicador de manutenção importante para avaliar a saúde operacional dos ativos e a maturidade da manutenção. Sem ele, não há como garantir a previsibilidade e estabilidade das máquinas, muito menos segurança e competitividade da indústria.

Como calcular o Mean Time Between Failures?

Agora, para calcular o MTBF é preciso conhecer:

  • Tempo total de operação: é o período em que o equipamento ficou funcionando corretamente, sem contar paradas planejadas ou tempo de manutenção preventiva;
  • Número de falhas: quantas vezes o equipamento apresentou falha ao longo do período analisado.

Um MTBF alto indica que o equipamento consegue operar por longos períodos sem falhar. Isto é, um sinal claro de eficiência, confiabilidade e bom desempenho.

Em contrapartida, um MTBF baixo reforça que a máquina em questão tem falhado com frequência. E isso é um alerta já que pode sinalizar problemas na manutenção.

Quais são as principais aplicações do MTTR e MTBF?

Quando analisados em conjunto, MTTR e MTBF oferecem uma visão completa do ciclo de funcionamento dos equipamentos, desde a frequência das falhas até a eficiência nos reparos. 

Por isso, suas aplicações são amplas e estratégicas dentro da manutenção industrial, permitindo:

  • Planejar manutenções preventivas e preditivas com base em dados reais sobre falhas e desempenho dos ativos;
  • Avaliar a confiabilidade de máquinas e componentes, identificando equipamentos robustos e aqueles que exigem atenção especial;
  • Identificar padrões de falhas e eliminar problemas crônicos que comprometem a estabilidade operacional;
  • Aprimorar processos de intervenção, reduzindo gargalos, setups demorados e atrasos no diagnóstico;
  • Dimensionar estoques de peças de reposição, evitando tanto excesso quanto falta de itens críticos;
  • Apoiar decisões de retrofit, modernização ou substituição de ativos, seja por falhas frequentes (MTBF baixo) ou por reparos demorados (MTTR alto);
  • Avaliar a eficácia da equipe de manutenção industrial, garantindo times mais preparados, ágeis e assertivos.

Leia também: Depreciação de máquinas e equipamentos: como otimizar os ativos?

Como otimizar o MTTR e MTBF na manutenção industrial?

Como otimizar o MTTR e MTBF na manutenção industrial?

Para garantir o desempenho da manutenção, é preciso otimizar os resultados do MTTR e do MTBF. É fundamental que seus números estejam alinhados e equilibrados, para elevar a confiabilidade e a disponibilidade dos equipamentos.

Então, caso seus indicadores apontem para resultados improdutivos, siga essas dicas:

  • Padronize seus processos, assegurando clareza, acessibilidade e atualização;
  • Aposte no treinamento contínuo da equipe para estarem mais preparados para realizar diagnósticos e reparos;
  • Tenha um estoque mínimo de peças críticas e estratégicas para reduzir o tempo de espera e evitar falhas simples;
  • Faça inspeções visuais regulares para identificar desgastes, ruídos, folgas e outras anomalias antes que se tornem falhas funcionais.
  • Realize o monitoramento contínuo dos ativos para detectar variações de temperatura, vibração ou consumo de energia que antecipam falhas;
  • Garanta que o histórico de falhas seja organizado para identificar padrões, prever problemas e priorizar investimentos.
  • Estabeleça planos de manutenção baseados em dados para entender quanto intervir no momento certo.

Ao seguir essas boas práticas, será possível reduzir os reparos emergenciais, assegurando maior disponibilidade e um ciclo operacional mais estável ao longo do tempo.

Leia também: Gestão da manutenção industrial: principais indicadores, rotinas e ferramentas

O próximo passo para melhorar seus indicadores

O MTTR e o MTBF revelam o quanto a operação está preparada para evitar paradas inesperadas. 

Quando acompanhados de forma estratégica, esses indicadores ajudam a prever falhas, otimizar recursos e elevar a disponibilidade dos ativos ao longo de todo o ciclo produtivo.

E para dar o próximo passo rumo a uma manutenção mais eficiente e orientada por dados, comece pelo básico: inspeções visuais bem executadas.

Baixe agora nosso checklist gratuito e fortaleça o monitoramento diário dos seus equipamentos. Um cuidado simples que faz toda diferença para melhorar MTTR e MTBF.

Checklist de Inspeção Visual de Rolamentos SKF

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