Segundo uma pesquisa da Plant Engineering, 41% das indústrias destinam mais de 10% do orçamento anual à manutenção.
Esse volume de investimento reforça a importância de acompanhar indicadores que tragam clareza sobre eficiência, confiabilidade e disponibilidade. E é justamente aí que MTTR e MTBF ganham destaque.
Ambos mostram o comportamento real dos equipamentos industriais ao longo do tempo. E entender como funcionam é essencial para qualquer estratégia de manutenção que busca reduzir custos, aumentar a previsibilidade e elevar o desempenho da planta.
Por isso, neste blog, entenda o papel de cada métrica e descobrir como aplicá-las na prática para melhorar seus resultados.
Vamos lá?
O que é o MTTR (Mean Time to Repair)?
O MTTR é a sigla para Mean Time to Repair. Ou seja, esse é o indicador que aponta o tempo médio necessário para realizar o reparo em um equipamento, considerando desde a identificação da falha, até o retorno total da operação.
Sendo assim, é a métrica de manutenção que aponta o quanto a sua operação é eficiente em responder e resolver falhas.
Em outras palavras, ele impacta:
- Produtividade: quanto menor for o tempo de reparo, menor o impacto das paradas não programadas na produção;
- Disponibilidade: o MTTR compõe o cálculo de disponibilidade operacional, sendo decisivo para manter linhas e equipamentos ativos o maior tempo possível;
- Segurança: reparos mais ágeis costumam ocorrer em ambientes estruturados, com procedimentos claros e menor improviso, reduzindo riscos de acidentes e retrabalhos.
Leia também: Por que falhas em rolamentos ocorrem prematuramente?
Como calcular Mean Time to Repair?
Para calcular o MTTR, primeiro, reúna essas informações:
- Tempo total de reparo: soma de todas as horas (ou minutos) dedicadas à correção das falhas no período analisado. Inclui diagnóstico, troca de peças, testes e retorno à operação.
- Número de falhas: quantas vezes o equipamento apresentou falha no mesmo período.
Agora, para interpretar o resultado, saiba que MTTR alto aponta para a demora dos reparos. Já o MTTR baixo mostra maior eficiência da manutenção.
Nos cenários mais críticos, o MTTR elevado compromete a disponibilidade e aumenta custos operacionais.
O que é o MTBF (Mean Time Between Failures)?
Já o MTBF, sigla para Mean Time Between Failures, aborda o tempo médio entre falhas sucessivas do equipamento.
Logo, costuma:
- Quantificar a robustez dos equipamentos, permitindo comparar ativos e identificar pontos frágeis.
- Aumentar a disponibilidade, já que falhas menos frequentes significam mais horas produtivas.
- Contribuir para a redução de custos, evitando paradas emergenciais, retrabalhos e desperdícios.
- Fortalecer a confiabilidade operacional, apoiando abordagens como a manutenção TPM.
Não à toa, é um indicador de manutenção importante para avaliar a saúde operacional dos ativos e a maturidade da manutenção. Sem ele, não há como garantir a previsibilidade e estabilidade das máquinas, muito menos segurança e competitividade da indústria.
Como calcular o Mean Time Between Failures?
Agora, para calcular o MTBF é preciso conhecer:
- Tempo total de operação: é o período em que o equipamento ficou funcionando corretamente, sem contar paradas planejadas ou tempo de manutenção preventiva;
- Número de falhas: quantas vezes o equipamento apresentou falha ao longo do período analisado.
Um MTBF alto indica que o equipamento consegue operar por longos períodos sem falhar. Isto é, um sinal claro de eficiência, confiabilidade e bom desempenho.
Em contrapartida, um MTBF baixo reforça que a máquina em questão tem falhado com frequência. E isso é um alerta já que pode sinalizar problemas na manutenção.
Quais são as principais aplicações do MTTR e MTBF?
Quando analisados em conjunto, MTTR e MTBF oferecem uma visão completa do ciclo de funcionamento dos equipamentos, desde a frequência das falhas até a eficiência nos reparos.
Por isso, suas aplicações são amplas e estratégicas dentro da manutenção industrial, permitindo:
- Planejar manutenções preventivas e preditivas com base em dados reais sobre falhas e desempenho dos ativos;
- Avaliar a confiabilidade de máquinas e componentes, identificando equipamentos robustos e aqueles que exigem atenção especial;
- Identificar padrões de falhas e eliminar problemas crônicos que comprometem a estabilidade operacional;
- Aprimorar processos de intervenção, reduzindo gargalos, setups demorados e atrasos no diagnóstico;
- Dimensionar estoques de peças de reposição, evitando tanto excesso quanto falta de itens críticos;
- Apoiar decisões de retrofit, modernização ou substituição de ativos, seja por falhas frequentes (MTBF baixo) ou por reparos demorados (MTTR alto);
- Avaliar a eficácia da equipe de manutenção industrial, garantindo times mais preparados, ágeis e assertivos.
Leia também: Depreciação de máquinas e equipamentos: como otimizar os ativos?
Como otimizar o MTTR e MTBF na manutenção industrial?
Para garantir o desempenho da manutenção, é preciso otimizar os resultados do MTTR e do MTBF. É fundamental que seus números estejam alinhados e equilibrados, para elevar a confiabilidade e a disponibilidade dos equipamentos.
Então, caso seus indicadores apontem para resultados improdutivos, siga essas dicas:
- Padronize seus processos, assegurando clareza, acessibilidade e atualização;
- Aposte no treinamento contínuo da equipe para estarem mais preparados para realizar diagnósticos e reparos;
- Tenha um estoque mínimo de peças críticas e estratégicas para reduzir o tempo de espera e evitar falhas simples;
- Faça inspeções visuais regulares para identificar desgastes, ruídos, folgas e outras anomalias antes que se tornem falhas funcionais.
- Realize o monitoramento contínuo dos ativos para detectar variações de temperatura, vibração ou consumo de energia que antecipam falhas;
- Garanta que o histórico de falhas seja organizado para identificar padrões, prever problemas e priorizar investimentos.
- Estabeleça planos de manutenção baseados em dados para entender quanto intervir no momento certo.
Ao seguir essas boas práticas, será possível reduzir os reparos emergenciais, assegurando maior disponibilidade e um ciclo operacional mais estável ao longo do tempo.
Leia também: Gestão da manutenção industrial: principais indicadores, rotinas e ferramentas
O próximo passo para melhorar seus indicadores
O MTTR e o MTBF revelam o quanto a operação está preparada para evitar paradas inesperadas.
Quando acompanhados de forma estratégica, esses indicadores ajudam a prever falhas, otimizar recursos e elevar a disponibilidade dos ativos ao longo de todo o ciclo produtivo.
E para dar o próximo passo rumo a uma manutenção mais eficiente e orientada por dados, comece pelo básico: inspeções visuais bem executadas.
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