A lubrificação está no centro da confiabilidade operacional de qualquer planta industrial. Ainda assim, segue sendo uma das atividades mais críticas – e, paradoxalmente, mas negligenciadas – dentro da rotina de manutenção.
O que acontece não por falta de conhecimento técnico, mas, muitas vezes, pela ausência de um plano estruturado, padronizado e controlado.
Um estudos técnico mostrou que falhas de lubrificação estão entre as causas mais significativas de falhas mecânicas em equipamentos industriais, contribuindo para:
- Desgaste prematuro,
- Aumento de atrito,
- Elevação de temperaturas operacionais.
Conforme o estudo, as práticas inadequadas podem estar presentes em 80% dos casos de falhas de componentes mecânicos, especialmente rolamentos e transmissões rotativas.
Em ambientes industriais cada vez mais pressionados por eficiência, disponibilidade de ativos e redução de custos, esses erros não podem acontecer.
É nesse contexto que o plano de lubrificação industrial deixa de ser um documento operacional e passa a ser um instrumento de gestão de manutenção de ativos.
Continue lendo para entender mais sobre ele e saiba como planejá-lo de forma estratégica!
O que é um plano de lubrificação industrial – e por que isso importa tanto na sua operação
Um plano de lubrificação industrial é um conjunto estruturado de diretrizes técnicas que define como, quando, onde e com qual produto cada ponto de lubrificação de um ativo deve ser atendido.
Ele considera variáveis como tipo de equipamento, condições operacionais, carga, velocidade, temperatura, ambiente e criticidade do processo.
Mais do que listar graxas ou óleos, um plano assertivo integra:
- Seleção técnica do lubrificante adequado,
- Definição de métodos e volumes corretos,
- Periodicidade baseada em condição e criticidade,
- Responsabilidades claras,
- Registros e indicadores de desempenho.
Quando bem elaborado, transforma a lubrificação de uma atividade reativa e empírica em um processo técnico, previsível e auditável.
Consequências da falta de um plano de lubrificação
A ausência de um plano estruturado costuma gerar problemas silenciosos, que se acumulam até impactar diretamente a operação. Entre os efeitos mais comuns:
- Super lubrificação ou sub lubrificação, ambas igualmente prejudiciais,
- Uso inadequado de produtos, sem compatibilidade química ou técnica,
- Contaminação cruzada de lubrificantes,
- Falta de rastreabilidade das atividades executadas,
- Aumento da taxa de falhas em rolamentos e mancais,
- Redução da vida útil dos ativos,
- Crescimento do custo total de manutenção.
O ponto crítico é que esses impactos raramente aparecem isolados. Eles se refletem em paradas não programadas, perda de produtividade, risco à segurança e aumento do custo do ciclo de vida dos equipamentos.
Etapas para elaborar um plano de lubrificação industrial
Abaixo, as principais etapas para criar esse plano de ação com assertividade.
1 – Levantamento e classificação dos ativos
O primeiro passo é mapear todos os equipamentos e seus pontos de lubrificação.
A criticidade de cada ativo deve ser considerada, priorizando aqueles que impactam diretamente a produção, segurança ou qualidade.
2 – Análise das condições operacionais
Carga, rotação, temperatura, ambiente (poeira, umidade, agentes químicos) e regime de trabalho influenciam a escolha do lubrificante e a frequência de aplicação.
3 – Seleção técnica dos lubrificantes
Aqui, a padronização ganha força. As linhas industriais de lubrificantes SKF permitem atender diferentes aplicações com alto nível de confiabilidade, reduzindo o número de produtos e o risco de erro.
4 – Definição de método, quantidade e frequência
Lubrificar não é apenas aplicar produto, é aplicar a quantidade correta, pelo método adequado, no intervalo certo.
Em muitos casos, o uso de lubrificadores automáticos contribui para consistência, segurança e redução de falhas humanas.
Próximos passos: o que fazer além do planejamento
Claro que planejar é importante, mas existem outros passos que precisam acontecer de forma simultânea e integrada para que todo processo seja assertivo:
Padronização e documentação do plano
A documentação do plano é o que garante sua execução consistente ao longo do tempo. Isso inclui:
- Fichas técnicas por equipamento,
- Identificação visual dos pontos de lubrificação,
- Especificação clara dos produtos,
- Periodicidade definida,
- Registros de execução.
Empresas com maior maturidade integram o plano aos seus sistemas de manutenção (CMMS), criando histórico, rastreabilidade e base para análises futuras.
Treinamento e execução correta
Mesmo o melhor plano falha se não for corretamente executado. Por isso, o treinamento da equipe é parte essencial do processo. Técnicos precisam entender:
- Por que aquele lubrificante foi escolhido,
- Quais são os riscos de erro,
- Como identificar sinais de falha ou contaminação.
Além disso, a padronização reduz a dependência de conhecimento individual e aumenta a resiliência operacional.
Monitoramento e revisão do plano
Um plano de lubrificação não é estático. Mudanças no processo, na carga dos equipamentos ou no ambiente exigem revisões periódicas.
Indicadores como falhas recorrentes, consumo de lubrificante e análise de condição ajudam a validar o plano ao longo do tempo.
Você vai se interessar por: como fazer o cálculo da lubrificação?
Boas práticas para aplicar e erros para evitar no seu plano de lubrificação
Existem recomendações que garantem a alta confiabilidade do seu plano – e erros que comprometem a credibilidade da estratégia de manutenção como um todo. Veja-os:
Boas práticas que aumentam a eficiência do plano
- Reduzir o número de lubrificantes por meio de padronização técnica,
- Utilizar lubrificadores automáticos em pontos críticos ou de difícil acesso,
- Garantir armazenamento adequado dos produtos,
- Controlar contaminação durante a aplicação,
- Integrar lubrificação à estratégia de confiabilidade.
Erros mais comuns em planos de lubrificação
- Escolher lubrificantes apenas pelo custo,
- Ignorar compatibilidade entre produtos,
- Falta de documentação clara,
- Execução sem treinamento adequado,
- Não revisar o plano ao longo do tempo.
Plano de lubrificação industrial: pilar da sua confiabilidade operacional
Um plano de lubrificação bem estruturado conecta conhecimento técnico, padronização, disciplina operacional e visão estratégica.
Por isso, é o pilar da confiabilidade da sua operação:
- Ganhos reais em disponibilidade,
- Segurança nas atividades,
- Otimização do custo total de operação.
Mais do que aplicar lubrificante, trata-se de gerir um processo com método e inteligência técnica.
E é nesse ponto que a escolha de parceiros, produtos e soluções confiáveis faz toda a diferença. Confira as soluções da Rolatel e não arrisque o seu plano:


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